Não quero de forma alguma imitar, plagiar, copiar nosso amigo Lupan, muito o respeito e admiro para tal. Pelo contrário, as postagens dele são tão boas que eu quero, eu tenho que fazer algo parecido.
Já tudo previamente esclarecido, gostaria de dizer o que tenho pra dizer, que é o que interessa mesmo. Desculpem a enrolação, eu sou mulher.
É cansativo ver a mesma história se repetindo dia após dia, e nenhuma mudança na visão das pessoas ocorre. Estou me referindo àquela situação que acontece em qualquer tipo de relacionamento, amizade, namoro, pais e filhos, etc. em que alguém tem a razão. Mas o que é certo, o que é errado e quem é você pra dizer isso? Me pergunto cada vez que isso ocorre " Você é estúpido a esse ponto?", e nem percebo que faço exatamente a mesma coisa.
Não sei se estou me fazendo entender, repito, sou mulher, e sim, o estereótipo feminino é válido.
Vou me explicar melhor exemplificando:
Sua mãe viu você chegando em casa bêbado. Ela reclama, xinga, bate, sei lá. E você é um menino(a) crescido, não quer que ninguém venha te dizer o que fazer. "E que mal há nisso?", você não está fazendo nada que prejudique a ninguém exceto você. E você sabe que está certo e ela também sabe que está certa. Como não tem juiz nem Deus pra dizer aluma coisa, fica decidido o vencedor da questão por outros fatores: "eu sou sua mãe", "eu que lhe dei a vida", "sou eu que te sustento, vagabundo", dentre outros. Da mesma forma em outros tipos de relação, no trabalho o chefe é sua "mãe", no casamento o certo é quem põe dinheiro em casa.
E eu me pergunto se realmente há como afirmar se alguém está certo, pois há diferentes pontos de vista sobre tudo, TUDO MESMO.
Não adianta discutir se Nescau Cereal Ball é melhor que Snow Flakes, se The Smiths é melhor que The Cure (e não é), se uma Ferrari é mais legal que um Camaro.
Resumindo: algumas questões são impossíveis, opiniões raramente são mudadas e discuti-las é atrito inútil e desgastante. Por isso eu deixo meu pai falar que videogame vicia, que mamão é gostoso e gelatina é ruim. Quem sou eu pra dizer que não? Eu não gosto de Coca-Cola.
Eu não acredito em Deus. Eu não assisto TV. Tem toda uma sociedade em cima de mim dizendo que estou errada, já que provavelmente 95% da população gosta de Coca-Cola, acredita em Deus e assiste Zorra Total.
A questão é deixar a opinião de cada um em paz, aceitar uma opinião diferente não é concordar com ela. E a relatividade da situação não permite dizer o que é certo, errado, melhor e pior.

