domingo, 24 de julho de 2011

Adaptação e relatividade


Primeiramente algumas explicações:
Não quero de forma alguma imitar, plagiar, copiar nosso amigo Lupan, muito o respeito e admiro para tal. Pelo contrário, as postagens dele são tão boas que eu quero, eu tenho que fazer algo parecido.
Já tudo previamente esclarecido, gostaria de dizer o que tenho pra dizer, que é o que interessa mesmo. Desculpem a enrolação, eu sou mulher.

É cansativo ver a mesma história se repetindo dia após dia, e nenhuma mudança na visão das pessoas ocorre. Estou me referindo àquela situação que acontece em qualquer tipo de relacionamento, amizade, namoro, pais e filhos, etc. em que alguém tem a razão. Mas o que é certo, o que é errado e quem é você pra dizer isso? Me pergunto cada vez que isso ocorre " Você é estúpido a esse ponto?", e nem percebo que faço exatamente a mesma coisa.
Não sei se estou me fazendo entender, repito, sou mulher, e sim, o estereótipo feminino é válido.
Vou me explicar melhor exemplificando:
Sua mãe viu você chegando em casa bêbado. Ela reclama, xinga, bate, sei lá. E você é um menino(a) crescido, não quer que ninguém venha te dizer o que fazer. "E que mal há nisso?", você não está fazendo nada que prejudique a ninguém exceto você. E você sabe que está certo e ela também sabe que está certa. Como não tem juiz nem Deus pra dizer aluma coisa, fica decidido o vencedor da questão por outros fatores: "eu sou sua mãe", "eu que lhe dei a vida", "sou eu que te sustento, vagabundo", dentre outros. Da mesma forma em outros tipos de relação, no trabalho o chefe é sua "mãe", no casamento o certo é quem põe dinheiro em casa.
E eu me pergunto se realmente há como afirmar se alguém está certo, pois há diferentes pontos de vista sobre tudo, TUDO MESMO.
Não adianta discutir se Nescau Cereal Ball é melhor que Snow Flakes, se The Smiths é melhor que The Cure (e não é), se uma Ferrari é mais legal que um Camaro.
Resumindo: algumas questões são impossíveis, opiniões raramente são mudadas e discuti-las é atrito inútil e desgastante. Por isso eu deixo meu pai falar que videogame vicia, que mamão é gostoso e gelatina é ruim. Quem sou eu pra dizer que não? Eu não gosto de Coca-Cola.
Eu não acredito em Deus. Eu não assisto TV. Tem toda uma sociedade em cima de mim dizendo que estou errada, já que provavelmente 95% da população gosta de Coca-Cola, acredita em Deus e assiste Zorra Total.

A questão é deixar a opinião de cada um em paz, aceitar uma opinião diferente não é concordar com ela. E a relatividade da situação não permite dizer o que é certo, errado, melhor e pior.

3 comentários:

  1. ah, bem vinda Gotina!
    cara, quando eu lembro daonde saiu esse nick, sangro de tanto rir.

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  2. Naquela situação mencionada acima sobre o garoto que chega bêbado em casa e leva um esporro da mãe, concordo que a vida seja dele e que a saúde dele esteja sendo prejudicada. No entanto, ele não é o único prejudicado nessa situação, a mãe, que (suponhamos) tenha que trabalhar no dia seguinte fica angústiada e nervosa e por isso não dorme muito bem, ela também será prejudicada.
    É fato que nesta situação a mãe saí "ganhando" graças a argumentos como os já mencionados nesse tópico, mas se olharmos por um determinado ângulo... A casa é dos pais, quem trabalha para colocar comida na mesa são os pais, porque afinal de contas é o papel que eles tem que exercer. Se o filho se sentir incomodado com a situação, ele que arranje um trabalho e se mude, pois com um lugar e renda próprios ele terá a dita "independência".
    É uma crença minha que não existe essa questão de certo e errado, pois as pessoas pensam diferente. Infelizmente a "verdade" ou o que é "correto" acaba sendo definida por aqueles que estão no poder. Veja bem, se a sociedade aceitasse que todos se comportassem ao seu bel prazer, então ela não encontraria uma forma de manipular as pessoas. Por isso ela cria essa teia de regras de conduta com a finalidade de "fazer a com que o vento sopre a favor dela".
    Foi uma boa reflexão a sua.

    Jin Li

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