
"Celular massa, tem câmera e tals... onde tu comprou?"
"Nos camelôs!"
"Vixi, num vai durar nada..."
"Hoje em dia ningùém fica com um celular por mais de um ano..."
Vou começar falando sobre celular. Não é sobre marcas caras ou baratas, nem sobre funçoes des(necessárias), ou falsificações e contrabando. Bem, longe de menosprezar a importância desses assuntos, eu quero chamar atenção para o fato de nunca ter ouvido alguém se perguntar para onde vão os celulares depois de usados. São reciclados? Podem até dizer isso, mas para mim é como se fosse um consolo, uma desculpa para nós usarmos mais e mais.
Carros. É a mesma coisa. Só me lembro de ficar irritado com a quantidade de carros que tem na cidade quando preciso estacionar, ou sair do centro. Sério, todo mundo realmente PRECISA de um carro? (se for depender do ônibus, sim... ver post anterior) Eu sempre considerei o carro como a casca da tartaruga. É bom dirigí-lo, mas estacionar às vezes é novela.
Comida. Conheço gente que não gosta de comer... é incrível! Como pode? Falo de comida normal (arroz, feijão, salada, macarrão, etc.). Conheci uma família que bebe coca-cola como se fosse água. E deve ter muita gente que faz assim. A gastrite agradece.
Desenvolvendo: sou a favor da escolha. Se você quiser ter três celulares num mês, e comprar um carro zero KM após o outro, e injetar coca-cola na veia, beleza brother! Posso não concordar, mas são suas escolhas. O que eu ponho em xeque aqui é como essas escolhas estão sendo feitas.
Num livro de ética, do Vásquez, tem um capítulo destinado à liberdade e responsabilidade moral, falando sobre quando fulano é responsável ou não por suas atitudes. A definição, em resumo, é a seguinte;
A Responsabilidade existe quando se há:
Conhecimento (das causas e consequencias da ação)
e
Liberdade (de poder agir, sem ser impedido ou forçado)
Logo: tudo aquilo que eu faço, se eu faço sabendo das causas e consequencias, e faço sem ser forçado por nenhum fator externo à minha personalidade, sou responsável. Parece uma norma concreta, mas nem tanto.
Na nossa vida vemos pessoas que vivem alegando que "não sabiam que era para ser assim" ou que "eu não queria, mas fui forçado a fazer isso"... Bem, eu mesmo faço isso as vezes. Só que existem conhecimentos que, mesmo que não o tenhamos, temos obrigação de tê-los. Se eu vivo na Terra, é responsabilidade minha saber para onde vai o que eu consumo, logo desconhecimento do destino do lixo e dos excessos não justifica o consumo em excesso. E o fato de todo mundo fazer isso não lhe obriga a fazer também (só justificaria se alguém, com uma arma em sua cabeça, mandasse você consumir, bem quando isso acontecer, você está desculpado).
Eu tenho um celular, ainda não tenho um carro e bebo coca-cola. A diferença é que eu consumo os objetos e não o contrário. O resumo do que eu disse até agora pode ser comparado ao Um anel, que domina o Frodo cada vez que é usado. Ou seja: o consumismo consome as pessoas.
A título de conhecimento:
Agora você sabe. Não tem mais desculpa. Ou é um consumista convicto (mesmo sabendo disso continua), ou um consumista hipócrita (fecha os olhos e dá desculpas), ou um responsável (faz a sua parte).


"Sério, todo mundo realmente PRECISA de um carro?"
ResponderExcluirEu preciso do meu,é o jeito.
"Conheci uma família que bebe coca-cola como se fosse água."
Família legal,imagina uma que beba guaraná jesus todo dia *-*
Acho que dependendo do caso eu sou consumista convicto,responsável ou hipócrita.
Na verdade eu acho até que sou bem econômico... fico usando um celular que comprei ali por quinze reais (um absurdo) e fico usando atééé mãe querer me dar um novo.
ResponderExcluirIsso já tem três anos...
Talvez as pessoas precisem de mais informação já que a propaganda cria uma necessidade absurda de você comprar coisas que não se precisa. Então eu acho que a maioria não sabe o quão importante as conseqüência dos atos de consumismo são graves.
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